• Além da rede tem um sonho

    Inspiração – Matheus Rocha

    A Web é a casa do jovem jornalista Matheus Rocha. É lá que ele reina. No Tumblr, sua primeira morada, a página dele, Neologismo, já conta com mais de 300 mil curtidas. O blog, que leva o mesmo nome, é também um dos mais acessados. No Instagram, suas frases e textos fazem dele o cara da vez e já são mais de 246 mil seguidores, entre famosos e anônimos. E tem ainda os milhares que o acompanham no Facebook e Twitter. Agora, o rapaz que reconhece o sucesso já na sua apresentação nas redes sociais, “Era um garoto comum até que comecei a escrever uns textos”, vive as emoções de ir além da WEB com o lançamento (dia 23.07) do seu primeiro livro: “No meio do caminho tinha um amor” (editora Sextante).

    Nele, Matheus diz que é como na rede: “traduzo o que sinto em palavras. Sem medo”. No livro, o escritor usa a desilusão como seu ponto de partida, mas um novo amor surge e a alegria reaparece. “O livro conta com 50 textos, alguns divulgados nas redes sociais e reeditados e outros inéditos, que levam o leitor a se reconhecerem em diversas fases do relacionamento que vai da dor, tristeza, saudade, e o conduz até a alegria de encontrar um novo amor”, revelou Matheus em um bate papo com o Blog Barbarella Moderna, no aconchegante escritório da Notre Assessoria de Comunicação, que neste dia tinha cheiro de lírios no ar. Um mimo das jornalistas Eveline Cordeiro e Beatriz Ferreira para o escritor. 

    Durante a conversa, Matheus contou que tudo começou meio por acaso e que antes de se descobrir como escritor queria ser farmacêutico, estudou Engenharia de Alimentos e, por fim, decidiu ser jornalista. Hoje, além de escrever para as mídias sociais trabalha na assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação da sua cidade, Feira de Santana. Mas seu sonho mesmo é publicar pelo menos um livro por ano. E o primeiro passo foi dado com o livro “No meio do caminho tinha um amor”, que já esta sendo vendido pela Internet e que será lançado neste fim de semana, aqui em Feira de Santana (BA), cidade natal do escritor. 

    E só dá ele. Por expressar tanto sentimento, e escrever frases e textos tão inspiradores, apesar de jovem, tem 25 anos, Matheus já acumula também outra função: a de “terapeuta das redes sociais”. É como é visto pelos internautas que o procuram pedindo conselhos. Por mês são mais de 1.500 mensagens. “Falo das minhas experiências e isso os inspira. Acredito que ajudo na medida em que digo como me sinto em relação aos assuntos. O amor não tem idade e não é preciso ter vivido muito para ter amado ou sofrido por amor”. Não é à toa também que o autor espere que o livro dele possa ir além. “Quero que as pessoas que leiam o livro possam interagir comigo. Espero que elas possam me dizer também o que sentiram ao ler o que escrevi”. Apenas um desejo? Certamente que não para um jovem que tem a interatividade na rede como principal atividade no dia a dia.

    Escritor e blogueiro dedicado, Matheus disse que escreve diariamente. “Desde que comecei a escrever para o blog, há três anos, não parei. O amor esta entre os principais temas, mas escrevo também sobre a amizade, os sonhos, a vida. Viver e sobreviver. Afeto e toda a confusão da vida de qualquer ser humano”, disse.

    Matheus também revelou a ansiedade para o lançamento do livro. “Esse é um momento muito importante para mim. Vou encontrar pessoas que conheço apenas pela Internet. Estou ansioso, mas muito feliz”. E em breve toda essa emoção deve se repetir. O segundo livro do escritor, “Muito amor, por favor”, que conta com escritos de Arthur Aguiar, Frederico Elboni e Ique Carvalho, deve ser lançado entre agosto e setembro na Bienal do Livro em São Paulo. E o amor, como bem diz o título, vai continuar sendo a principal inspiração desse jovem escritor que não tem medo de falar de sentimentos, seja no conforto do seu lar virtual ou nas páginas de um livro. Afinal, não é à toa, que uma das frases dele é “Ninguém sonha em vão”. 

    Serviço
    O que? Lançamento do Livro “No meio do caminho tinha um amor”, do jornalista e escritor Matheus Rocha.
    Quando? Dia 23.07 – sábado – às 18 horas
    Onde? Boulevard Shopping, Feira de Santana (BA)

    * agradecimento: Notre Assessoria de Comunicação / Jornalistas Eveline Cordeiro e Beatriz Ferreira

     

    POR: Rose Leal
    CATEGORIA: Notícias - Barbarella Entrevista
    TAGS: Lançamento, livro, novidades, amor

  • Dando a cara à tapa pela moda Afro

    Falando sobre moda
    Rose Leal entrevista – Flávia Sacramento

    Feirense, a estilista Flávia Sacramento se define como uma pessoa de vanguarda, que pensa além do seu tempo. Depois de passar alguns anos se aperfeiçoando em moda em São Paulo e de ter trabalhado com estilistas famosos (da Cavalera e da Victor Hugo) retorna a terra natal para propor uma moda mais alternativa, mas com um toque bem regional e cultural. Ela aposta na moda afro para mulheres fortes, ousadas e que não têm medo de aparecer. Ela diz que esta dando à cara a tapa e se jogando para mostrar que Feira também tem espaço para a moda afro.

    Flávia como você define o seu trabalho?
    Meu trabalho é desenvolvido para mulheres com atitude, que tem identidade própria, que foge da mesmice. É um trabalho cultural, regional que eu busquei aprender no sudeste para implantar no nordeste.

    Quem é essa mulher que você veste?
    Uma mulher com identidade própria. Que tem ousadia porque para usar o que eu crio tem que ter ousadia. Ela tem que querer isso. É para chegar a um lugar e ser nortada. Minha moda é étnica e para pessoas estilosas e de atitude.

    Então é uma mulher forte e não necessariamente uma mulher negra?
    Minha moda independe da raça. A princípio eu pensei em fazer moda só para as mulheres negas, mas por que esse apartheid também na moda, não é mesmo? As mulheres brancas, especialmente as baianas também carregam a nossa cultura, o nosso jeito de ser, a nossa alegria e tudo isso pode ser valorizado também nas roupas. Existem mulheres fortes em todas as raças. As minhas peças são para essas mulheres: as que não têm medo de aparecer.

    De onde vem a inspiração?
    A minha inspiração vem da cultura africana. Das estampas coloridas, dos tecidos fluidos, leve que deixem a mulher mais a vontade das tribos da África. Minha inspiração vem da vontade de propor uma moda com mais leveza e liberdade no dia a dia.

    Onde você pretende com a sua moda?
    Hoje eu penso grande. Não quer fazer moda só para as minhas amigas. Quero que Feira conheça uma moda mais alternativa, quero mostrar que Feira também tem talento na moda. Quero mostrar o diferente. Chequei para dar uma “curva” na moda em Feira. Não é fácil, é complicado lidar com a autoestima e querer implantar um novo conceito. Mas é possível. A moda também é isso: valorizar o que temos de melhor.

    Como a moda chegou até você?
    Minha mãe era costureira e desde pequena eu admirava ao a ver cortando e costurando e depois as roupas prontas e me apaixonei. Aos 13 anos aprendi sozinha a manusear a máquina e quando ela saia eu usava a máquina, quebrei muitas agulhas, mas aprendi. Trabalhei em fábricas de costuras e depois fui estudar moda em São Paulo. Sempre gostei de criar e de fazer as minhas próprias roupas porque não gostava de ter uma roupa igual. Uma das pessoas que me influenciou muito foi a negra Jhô, que era vizinha de minha mãe. Achava ela linda, com aquelas amarrações. Uma mulher de atitude. Ai fui me aperfeiçoando, estudei e na faculdade defendi no meu Trabalho de final de curso, o TCC, sobre a moda africana.

    É difícil fazer moda na Bahia?
    É complicado, mas não é difícil. É preciso também ter atitude, mostrar um trabalho diferente. A moda na Bahia esta crescendo muito. Sempre vou a Salvador para pesquisar, porque a cultura lá é mais forte. Aqui em feira as pessoas ainda não estão muito acostumada com o alternativo. Mas eu estou aqui para contribuir para essa mudança.

    Com qual estilo você se identifica?
    Eu me identifico muito com as saias e vestidos longos e os chemises para as mulheres. Gosto de valorizar a sensualidade da mulher. Para os homens eu aposto nas batas.

    Um desejo?
    Desejo crescer na minha profissão. Ser reconhecida

    Uma frase?
    Sem luta não há vitória

    Conselho fashion?
    Procurar sua própria identidade. Ampliar seu campo de visão. Explorar. Valorizar a sua cultura.

    Onde encontrar a moda de Flávia Sacramento
    Na Toca Maré, que fica na Adenil Falcão, 1347.


     

    POR: Rose Leal
    CATEGORIA: Notícias - Barbarella Entrevista
    TAGS: Moda, Afro, entrevista, estilista feirense, amo, moda

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Perfil Rose Leal
Jornalista por formação e vocação Rose Leal é uma mulher inquieta, curiosa, questionadora. Uma aprendiz da vida. Urbana, adora a vida na cidade, mas não dispensa um bom passeio, não importa se para o campo ou para a praia. Defensora das calçadas livres para os pedestres e viciada em revistas de moda. Simples, mas nada básica. Sempre a mil, decidiu, há quase seis anos, colocar as opiniões e ideias sobre moda em um blog. Assim surgiu o Barbarella Moderna. O nome d... (+)
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